O governo Lula (PT) estuda reabrir a investigação sobre a morte do ex-presidente Juscelino Kubitschek (JK), morto em 1976 devido a um acidente de trânsito.
A investigação, que havia sido encerrada durante o governo Bolsonaro (PL), será debatida nesta 6ª.feira (14.fev) pela Comissão Sobre Mortos e Desaparecidos Políticos (CEMDP), do Ministério dos Direitos Humanos que se reunirá no Recife (PE). É grande a possibilidade de retorno das investigações.
Kubitschek, governou o Brasil entre os anos de 1956 e 1961 e foi o responsável pela construção de Brasília. Ele morreu na noite de 22 de agosto de 1976, quando seu Opala, conduzido pelo elo motorista Geraldo Ribeiro, perdeu o controle e se chocou com uma carreta.

À época, o governo militar disse que o acidente foi causado por um ônibus da viação Cometa que tentou ultrapassar o veículo em que estava o ex-presidente.
Conhecido por ser crítico a regimes militares, especula-se que a morte de JK tenha sido motivada por interesses políticos. As diferentes versões sobre o que ocorreu na noite do acidente reforçam a possibilidade de atentado.
A morte de JK chegou a ser tida como atendado político por Comissões da Verdade ocorridas São Paulo e Minas Gerais.
Agora, as investigações apontaram que as causas do acidente podem ter sido uma possível sabotagem mecânica ou tiro. Também consideraram a possibilidade de Geraldo, o motorista, ter sido envenenado.